Agora eu entendo que nada na vida é o que pensamos ser. Todos os meus textos, todas as minhas poesias, não são mais do que palavras. Palavras escritas em papéis insignificantes, guardados em uma gaveta velha do cômodo mofado. Palavras que só servem como refúgio para a realidade a qual presencio. Palavras bonitas, mas incapazes de penetrar na pele, e principalmente, na alma. São apenas palavras. É o que fazemos quando tudo o que ocorre de forma negativa a nossa volta não nos envolve em seu meio. Dizemos palavras, meras palavras, pois não temos a esperiência agora, em nosso sangue, com toda a impureza e negatividade capaz à elas mesma. É fácil dizer "Não chore!", ou então, "Sorria", quando a tempestade não nos transforma em seu principal alvo. Por que, para falar a verdade, é tudo tão cinza. Às vezes, posso relacionar a dor que está em mim com a intensidade de uma facada. Dói. Dói muito. Escuridão. Procuro, desesperada como nunca, um pouco de ar para respirar. Há algo me puxando para baixo. É como se estivesse em um oceano, e uma força maior me puxasse para seu interior. A água fria tomando conta de mim. Em meus pensamentos, apenas um apelo. Meus braços parecem ser a única salvação. Mas não é preciso esperar muito para ver meu corpo, lentamente, se
inclinando, embaçando-se, desaparecendo na escuridão, em plena escuridão, e só escuridão...O silêncio voltou. Não há pensamentos. Meus olhos se negam a abrir. Estou caindo, e não há nada nem ninguém que possa impedir tal fato. Sim, fato. Estou sendo forte até demais. Tentando, mais e mais, relacinar minhas emoções às de uma pedra. Se as deixar tomarem conta de mim, esse provavelmente seria o meu fim. Minhas lágrimas lutam para serem libertadas, mas sinto que as concequências poderão piorar, se isso ocorrer. Guerreando contra mim mesma, com todas as minhas forças, com todas as minhas armas, com todas as minhas razões. Sei que, pouco a pouco, minha derrota será declarada, mas contin
uarei lutando, até que o chão se torne meu alicerce, até que a útima gota de meu sangue seja derramada, até que o último pedaço de mim desapareça.
uarei lutando, até que o chão se torne meu alicerce, até que a útima gota de meu sangue seja derramada, até que o último pedaço de mim desapareça.Um retorno ao que antes chamara como pesadelo: é tudo o que mais desejo. O escurecer do dia; o brochar das flores; e o solitário frio. Estando tarde, percebe-se algo. Há uma esperança. Pequena e insignificante, mas ainda assim, ela está lá. A razão para conseguir-se pedir por apelo. Preciso da lua. Nada mais do que a lua. Só ela, cheia e brilhante, pode trazer de volta o que a vida me obrigou a me afastar.
É obscuro demais para conseguir-se compreender. Mas se pudera entender, ao menos uma parte, posso classificar-te como alguém que realmente sabe ouvir o que os outros têm a dizer.
Grata, Raah (:


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Queria pensar. Subornou-se. Queria fazer tudo. Não tomou atitude. Queria desabafar. Calou-se. Queria sorrir. Esqueceu-se. Queria pular. Acabou ficando parado. Queria comprar. Privou-se. Queria morar. Nunca se estabilizou. Queria brincar. Ficou apenas olhando. Queria chorar. Engoliu as lágrimas. Queria aprender. Falhou e se negou. Queria tentar. Acovardou-se. Queria amar. Sufocou-se. Queria perdoar. Não esqueceu-se do orgulho. Queria ser. Pensou nas reações. Queria usar. Ficou na vontade. Queria ouvir. Não teve paciência. Queria se arriscar. Amedrontou-se. Queria se aproximar. Intimidou-se. Queria voltar atrás para tentar refazer tudo isso. Já era tarde demais. Percebendo isso, arrependeu-se, e quis prosseguir. Fez tudo o que nunca havia tido coragem de fazer. Realizou seus sonhos, e se sentiu livre. Surgiu, em sua face, um largo sorriso. Estava satisfeito, e por um simples motivo: ARRISCOU-SE.










Eu tinha as fotos espalhadas pelo chão do meu quarto












