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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Versos Simples IX

"Você é o raio de sol que me acorda de manhã, e aquece meu coração por todo o dia. E, ao final da tarde, se transforma em lua, e zela todos os meus sonhos."

Natalia Ramos Silva

Versos Simples VIII

"Dizem que amar é sofrer, e quem afirmou isso estava certo. Eu te amei e você me jogou fora.
Pensei que você me amava, mas tudo não passava de uma gigantesca mentira.
Te amei até meu último suspiro, porém, mais uma vez, meu coração me traiu. Ele passou a bombear veneno, ao invés de sangue, e a dor acentua-se cada vez mais.
Tú não sabes o quanto eu te amo. Se soubesse, não teria feito isso comigo."

Natalia Ramos Silva

Versos Simples VII

"Então me diga: quem foi o mentiroso que lhe disse que preciso da sua opinião para ser feliz? Transcrevo minha vida, como um autor escreve suas peças; junto diversas ideias e quando uma, ou várias, me agradam, eu as ponho em prática, e somente assim, meu teatro se forma. Meus dias são como atos; contam um pouco mais, a cada minuto que se passa, o grande mistério de minha identidade.


Não necessito de roteiro, vou improvisando pelo caminho. Não fomos feitos para seguirmos regras, nós nos aplicamos regras, e a partir delas, aprendemos a viver. Essa peça possui tempo finito para o corpo, mas infinito para a alma. Não basta apenas vivermos o momento, temos que aproveitá-lo de maneira mais insensata para que consigamos viver felizes e sermos aceitos por nós mesmos, pois sem dignidade, não somos ninguém."

Natalia Ramos Silva

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Clarice Lispector Diz...

"...Respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver.


Clarice Lispector




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Can't fight the devil

Ela estava lá na árvore quebrada
Suas mãos foram todas retorcidas,
Ela estava apontando para mim
Fui condenado pela luz saída de seus olhos

Ela falou com uma voz que interrompeu o céu
Ela disse 'Venha pela triste sombra,
Eu te envolverei em meus braços e você saberá que
Foi salvo'

Permita-me ceder, permita-me ceder,
O demônio não pode lutar,
Então apenas permita-me ceder


Robert P.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Pássaro sem asas, boca americana

Eu era um rápido garoto molhado
Mergulhando muito fundo por moedas
Todos os seus olhos iluminados pela rua
Observando meus brinquedos de plástico

E quando a polícia encerrou a feira
Eu cortei meus longos cabelos de bebê
Me roubou um mapa dobrado
E chamou por você por toda parte

Eu te encontrei?
Pássaro sem vôo, ciumento, chorando
Ou te perdi, boca americana?
Grande cartaz pairava

Agora eu sou um gato gordo domesticado
Amaldiçoando minha língua muito dolorida
Assistindo ao ardente veneno de ratos
Enrolando através da enorme fissura na vedação

Mijando em fotos de revista
Aqueles iscas de peixes
Jogadas no frio e limpo
Sangue de Cristo no córrego da montanha
Eu te encontrei?
Pássaro sem vôo, preso, sangrando
Ou te perdi, boca americana?
Grande cartaz, preso ao descer


 Iron & Wine

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um Lugar ao Sol

Em seu caminho, não há nada especial
Há apenas a chuva,
Que cai, fria e adormecida, sobre seu corpo

O cenário é formado por cinzas nuvens,
Faces desconhecidas,
Vozes intolerantes,
E o vazio no peito.
O bastante para que pequenas gotículas se formassem.

Gotículas estranhas,
Que não foram feitas pela tal chuva,
Mas sim por quem passava por ela.

Gotículas de refúgio

De medo, aterrorização
Gotículas de silêncio
De ódio e reparação


Há um lugar pequeno,
Onde o inimaginável acontece.
Um lugar onde ninguém jamais conseguiu alcançar.

Não está em mapa algum.
Nem se quer tem habitantes
É um lugar esquecido
Por tudo e por todos
E somente uma única pessoa
Descobriu sua chave
A chave que nunca se gastaram a procurar

A cada passo, uma imagem.
Fantasmas em suas lembranças
E a chuva caindo, vagarosamente,
Completando sua andança.

E é para o tal lugar esquecido
que ela vai todas as noites
Não importa o que aconteça
Ou qual dor a acompanhe

Na doce e fria madrugada
De uma quinta-feira chuvosa
Foi quando ela percebeu
Que não haviam gotículas lá fora

Sem garoas, sem tempestades
Foi apenas a imaginação
De quando se está num quarto escuro
Sem rumo e sem coração